SE (ME) EXALTO
(Soneto em verso eneassilábico) Se dissinto e me exalto e procuro, Nestes versos de terra batida, O perfeito local do Futuro Onde erguer, no futuro, outra vida É por ser-me insondável, mas puro, Este querer que me torna aguerrida E este ser, de que não me descuro, Neste estar de chegada e partida! Se, amanhã, ou depois, me esquecer Do que agora me move e me enleia Nestes ramos de humano saber, Será tempo de o tempo o dizer Mas, enquanto este qu`rer me norteia, Terei tempo e razões pr`a viver! Maria João Brito de Sousa – 29.04.2013 – 19.42h IMAGEM - Desenho de Álvaro Cunhal, série "Desenhos da Prisão"