UM SONETO POR GAZA
(Decassílabo heróico) Por cada pequenino assassinado, Por cada ferida aberta ou cada grito De um povo dia a dia dizimado, Encurralado, exposto, exangue, aflito, Por cada obus de fogo ali lançado Por loucos prepotentes de olho fito Na criança inocente e sem pecado Gerada pela carne e não no mito, Para que o genocida pare enfim De chacinar sem dó, de destruir O abrigo improvisado em cada casa, Um soneto, mais um, vindo de mim, Para quem, dentre vós, consiga ouvir Cada grito de horror que ecoa em Gaza. Maria João Brito de Sousa - 28.07.2014 - 12.13h