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A mostrar mensagens de julho, 2014

UM SONETO POR GAZA

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(Decassílabo heróico) Por cada pequenino assassinado, Por cada ferida aberta ou cada grito De um povo dia a dia dizimado, Encurralado, exposto, exangue, aflito, Por cada obus de fogo ali lançado Por loucos prepotentes de olho fito Na criança inocente e sem pecado Gerada pela carne e não no mito, Para que o genocida pare enfim De chacinar sem dó, de destruir O abrigo improvisado em cada casa, Um soneto, mais um, vindo de mim, Para quem, dentre vós, consiga ouvir Cada grito de horror que ecoa em Gaza.   Maria João Brito de Sousa - 28.07.2014 - 12.13h      

A VELHA MORADIA DO DAFUNDO

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  (Soneto em decassílabo heróico)   Daquela antiga casa que sabia Todos os tempos do meu verbo Amar Como secreto templo que se abria De cada vez que a fosse visitar,   Olhava um areal que se estendia Da orla ribeirinha até ao mar Que rescendia a sonho e maresia Em cada avo de sonho por explorar…   Talvez morasse Deus na antiga casa, Ou talvez fosse, eu mesma, um deus menino Que ali quis construir seu próprio mundo,   Pois despontava-me uma ou outra asa Na casa que era mais que o que eu defino Por velha moradia do Dafundo…     Maria João Brito de Sousa – 19.07.2014 – 17.04h   NOTA – Reformulado a partir do soneto original de 31.07.2010