PAPOILA
(Soneto em decassílabo heróico) Julgaste-a vulnerável e dolente, Peça de ouro da lei que outro engendrou, Mas, tempr`ada desse aço que a moldou, Mostrou-se, afinal, firme e persistente, Negando, em cada gesto prepotente Que a escória disfarçada preparou, A graça de of`recer-lhe o que sobrou Do tanto que, na cor, se afirma gente... Se de pedra se assume, embora flor, A escopro há-de gravar seja o que for, Que a haste em que subiu sabe o que quer E exalta-se, insubmissa, em rubra cor Pr`afirmar que, de si, só colhe amor Quem na flor respeitar fraga e mulher... Maria João Brito de Sousa – 05.02.2015 – 14.07h