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GLOSANDO A POETISA MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE XVII

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  NA PAUSA DO ALMOÇO   Naquela negra rua aonde passo O Sol mudou a rota, já não brilha E nas pessoas há um tal cansaço Que vem, e nos seus rostos faz a trilha Enganam sua fome nesse espaço Onde a indiferença é a mantilha Que lhes cobre seus ombros, sem abraço E, somente do espaço há partilha Conversas soltas, risos amarelos Sugerem os diálogos singelos Dessa hora parada, e sem patrão Cotovelos na mesa descansando breves palavras vão-se ali trocando Numa pausa banal sem emoção MEA 8/11/2016 DA AUTONOMIA DO SONHO (adormecido)     "Naquela negra rua aonde passo" Quando o sono me leva e quando sonho, Há, por vezes, um brilho, um brilho baço, Tentando, sem poder, ser mais risonho... "Enganam sua fome nesse espaço" Outros, cuja tristeza o faz medonho, Que encontro nesse mundo gasto e lasso Que apenas por cansaço pressuponho... "Conversas soltas, risos amarelos", Vão chegando também polichinelos Ao sonho que sonhei naquela rua; "Cotovelos na mesa descansando...