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A mostrar mensagens de novembro, 2013

ESPANTO

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  (Soneto em decassílabo heróico)     Meu espanto, como bicho degolado, É este quase-nada, este destroço, Que embora reduzido a pele e osso Faz frente a quem o tenha encurralado,   É este não temer ser confrontado Com força natural, fera ou colosso, Que nega a frustração do “já não posso!” E muda, à dura sorte, o resultado.   Meu espanto mora em mim, comigo vive, Mas pode exacerbar-se onde eu nem estive Se as asas dum poema o transportarem,   Porque traz quanta força eu jamais tive Se enfrenta humilhação que o esgote ou prive Da voz que os sonhos meus lhe não negarem.           Maria João Brito de Sousa – 30.10.2013 – 15,16h     Imagem retirada da página do Partido Comunista Português