SONETO DO TODO-PODEROSO MERCADO
SONETO DO TODO-PODEROSO MERCADO * Venho roubar-te, ó Arte, a eternidade! Tudo o que ousaste ser te cobro agora, Excepto, talvez, o que de ti se evade E depressa se evola e se evapora... * Deixo-te uma ilusão de liberdade, Que só essa ilusão por cá vigora; Levo-te o leito, a casa e a cidade E até o tempo roubo, hora por hora. * Vesti a tua pele inacabada, Qual terrorista, não te deixo nada Senão o que do nada fores criando * Na condição de te fazer saber Que tudo o que concebas vai morrer Às mãos do Tempo que o vai devorando. * Maria João Brito de Sousa - 30.10.2021 - 11.00h *** Sonetos da Matrix