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PARA ALÉM DA DOR - Humana Condição II

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  Não escreverei até que as mãos me doam Pois muito além da dor, ainda escrevo E, às vezes, digo tudo o que não devo Que nem deuses, nem o homens me perdoam,     Mas, se pressinto as rimas que ressoam E se acaso as alcanço, onde me atrevo, Prendo-as nas duas mãos que logo elevo Em estandartes, como aves quando voam.     São asas transcendentes, vigorosas, Vermelhas como as pétalas viçosas Que preferem morrer a ser vencidas       Em estrofes que persistem, que, teimosas, Brandem espinhos agudos, como as rosas Que sempre os usarão quando colhidas.             Maria João Brito de Sousa – 22.12.2010 – 00.13h                       http://www.dominiopublico.gov.br/   - Um site que recomendo e que corre o risco de terminar por ter muito poucos visitantes