A DEMISSÃO DA PALAVRA
Brotaram, de repente, absurdos gritos Do eixo da palavra atormentada Onde os sintomas – todos! - são malditos Prenúncios de revolta estrangulada E à digestão dos ecos mais aflitos Por excessos duma ceia inesperada, Somaram-se, por fim, dois sonhos fritos À privação geral… mas consolada! A vocalização desconstruiu-se Na absurda convergência da partida, E, pouco a pouco, a chama consumiu-se No pavio duma rima já sumida E a palavra ergueu-se e demitiu-se Da principal função da própria vida… Maria João Brito de Sousa – 25.12.2011 – 22.55h