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SONETO ASSOMBRADO

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Imagem ChatGPT * SONETO ASSOMBRADO * Quando adormece à sombra de um cigarro De mãos cruzadas sobre o peito nu Parece amorfo, dúctil como o barro Que nunca foi ao forno e morre cru * Seja quem for esse vulto bizarro Deixa-me um travo de coisa tabu, Um tabu que perturba mas desgarro Pra podê-lo guardar no meu baú * Aqui vos trago, sem saber quem é, Um estranho que adormece e fica em pé À sombra de um cigarro de enrolar * Se acaso algum de vós o conhecer, Nada me digam! Não quero saber Porque me veio os versos assombrar. * Mª João Brito de Sousa 19.02.2024 - 15.00h ***