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A mostrar mensagens de março, 2023

EU POSSO LÁ...

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EU POSSO LÁ... * Eu posso lá vestir o meu burel E fazer-me ao caminho como os mais, Se a minha barca é feita de papel E há tanto tempo que não sai do cais... * Eu posso lá pegar no meu pincel Para imprimir na tela os meus sinais, Se a mão me falha e se uma dor cruel Me rouba os traços mais originais? * Mas o que ainda posso, ainda faço, Muito embora avançando passo a passo Sobre o chão de palavras que percorro: * Se, metro a metro, suo a caminhada, Do suor com que rego essa calçada Emergirão poemas, jorro a jorro. *   Mª João Brito de Sousa 30.03.2023 - 21.45h ***

DA ARTE DE BEM CAVALGAR UM SONETO

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DA ARTE DE BEM GAVALGAR UM SONETO * A arte de bem cavalgar um soneto Pede, antes de tudo, um ouvido apurado, A extrema leveza de um vôo de insecto E um pouco da garra de um bicho indomado... * Começa o galope, de início inconcreto, Depois, em crescendo, mais bem concentrado No espaço e no tempo. Seria incorrecto Dizer que o soneto correu tresloucado * Até ao final do segundo terceto, Pois já no primeiro está determinado A seguir um rumo certeiro e directo * Para, finalmente, parar já cansado... Em linhas gerais, se aceitares este repto, São estas as "regras" do repto lançado! *   Mª João Brito de Sousa 29.03.2023 - 22.15h ***

QUIMERA - Reedição

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 QUIMERA *     Trouxe-te a noite em asas de poema,   Levou-te uma manhã sem coração:   Foi-te a vida fugaz como ilusão   Mas deixou-me a saudade imensa, eterna... *     Se tudo o que vivemos vale a pena   Teria o teu percurso sido vão?   Meu menino, eu sei lá por que razão   Te concederam vida tão pequena! *     Mas se, apesar de tudo, ainda vives   Se a alma pequenina que tu és   Ganhou as asas de anjo que sonhei   *     Então existo menos do que existes:   Sou barro em que repousam os teus pés   Velando uma quimera que engendrei.   *         Maria João Brito de Sousa    04.02.2008 - 03.30h *

CRIPTIDENTIDADES

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Vire à  esquerda  , na próxima oportunidade  transversal... Sempre à esquerda, por favor.

O OUTRO LADO DO POEMA

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É por  aqui , se faz favor  

EU, LUGAR ERMO E SELVAGEM

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Vá por  aqui , por favor

DE AMAR E DE SENTIR, NÃO TENHO MEDO!

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DE AMAR E DE SENTIR, NÃO TENHO MEDO! *   De amar e de sentir, não tenho medo| Pode lá ser cobarde o/a sonetista Que nada finge e nunca faz segredo Daquilo que é, porquanto o deixa à vista? * Amo os poemas todos a que acedo E saboreio tudo a quanto assista Que amo também, se bem que seja enredo Tecido pelas mãos de um outro artista * Amo as pessoas, amo a natureza E até num cardo encontro a tal beleza Que me encanta e consegue seduzir-me * Mas, a tudo o que amar, é com pureza Que o trago aqui, que o sento à minha mesa E o transformo no pão que há-de nutrir-me. *   Mª João Brito de Sousa 24.03.2023 - 12.39h ***   Soneto inspirado nesta  publicação

PRIMAVERA

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Por aqui , sff.

CANÇONETA PARA EXORCIZAR MICROORGANISMOS PATOGÈNICOS

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Imagem retirada da net via Google * CANÇONETA PARA EXORCIZAR MICROORGANISMOS PATOGÉNICOS * Como escrever um poema à dor de dentes Se meio azamboada sei que estou De analgésicos fortes que impotentes Se mostram face à dor que me assolou? * De rosto inchado, em versos contundentes Maldigo a infecção que em mim grassou: Ó germes vis, ó germes prepotentes, Parai de vez! Parai que já bastou! * Deixai-me em paz! Que dor insuportável Me estais a infligir! Que terei feito Se pra convosco tenho sido amável * E sempre - ou quase sempre... - me sujeito À vossa acção funesta e condenável Com um verso nas mãos e um cravo ao peito!? *   Mª João Brito de Sousa 22.03.2023 - 19.00h *** Quando esta publicação estiver visível, estarei no hospital a ser submetida a mais alguns exames e, à vinda, irei ao ACES Oeiras para ver se alguma boa alma formada em Medicina consegue debelar esta infecção estomatológica que me está a provocar dores verdadeiramente insuportáveis, embora vos possa custar a acreditar que...

A ÚLTIMA ESTRELA

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Leia aqui , por favor

NASCE POESIA!

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Aqui , por favor.

NÃO TE JURO, PAI

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  Leia ou releia  aqui, por favor Na fotografia, António Pedro Brito de Sousa, meu pai, no seu escritório da casa da rua Luís de Camões em Algés.

HISTORIETA SACRO-PROFANA

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Morda  aqui , por favor...

MEDIDO EM ESPAÇO NENHUM

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  Leia  aqui , por favor

REBELDIA- Reedição

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"Euterpe" por Fernando Rubio Monroy   REBELDIA * Soneto ao Soneto * Desperta, a Rebeldia, e rumoreja Trôpega ainda, ainda indecisão, Mas é vê-la fincar os pés no chão E erguer a voz à nuvem que troveja! *   Traz, o Soneto, garra que sobeja Pr`afugentar más línguas e traição Contra a paixão que o move. E tem razão, Porquanto não hesita e  mal gagueja... *   Ah, se a fragilidade o torna forte, Que haste/ponteiro irá mostrar-lhe o Norte No insustentável mapa do futuro? * E quão audaz será no seu suporte Se, solfejando, desafia a sorte De em quatro estrofes derrubar um muro? *   Maria João Brito de Sousa  11.10.2021 - 09.30h ***

COM DEFEITO DE FABRICO

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Saiba  porquê :)

FOLHA AO VENTO

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QUAL FOLHA AO VENTO *   Posso-te garantir que a minha porta Se encontra ainda aberta à tua espera, Mas não tentes domar-me que sou fera, Nem me queiras torcer, que sou já torta * Pois quando falsamente alguém me exorta Ou crê que eu possa crer que me venera, Fico em silêncio como se, de cera, Em estátua me mudasse, imóvel, morta... * Mas se nos encontrarmos frente a frente, Num qualquer ponto deste espaço-tempo Que nos não dure mais do que um repente, * Vê se me entendes porque mais não tento Explicar-te bem que, como muita gente, Posso também voar qual folha ao vento. * Mª João Brito de Sousa 14.03.2023 - 11.40h ***  

DESTE BARRO MOLDADO

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Litografia de Manuel Ribeiro de Pavia in Livro de Bordo de António de Sousa * DESTE BARRO MOLDADO * Quem teme um mundo líquido a fluir Se aprendeu a nadar quando criança, Se sempre soube o que é não desistir, Se embora estropiado ainda avança, * Se tudo perde sem perder a esp`rança De embora ferido erguer-se e resistir? Desta matéria nasce a tal mudança Da qual o homem novo há-de emergir! * E quem pode roubar-lhe essa pujança, Ou quem pode culpá-lo se exigir O pão que come e o fim desta matança * A quem nunca fez mais do que mentir, Se a voz se lhe não cala, não descansa, Nem seus olhos se cerram pra dormir? * Mª João Brito de Sousa 14.03.2023 - 10.00h ***

"HÁ TANTA GENTE ILUDIDA"

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Leia  aqui , por favor.

DIAGNÓSTICO (de rede) POSSÍVEL - Reedição

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Na ausência de um técnico de informática, um leigo  faz o que pode...  

VERÃO - Joaquim Sustelo e eu - Reedição

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Saudades do Verão? Mate-as  aqui

NOUTRO DIA QUALQUER - Reedição

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NOUTRO DIA QUALQUER - Reedição * Noutro dia qualquer não vos diria Que as rimas se insurgissem revoltadas Mas, hoje, ultrapassaram-me apressadas Recriando uma estranha romaria * E nem vos sei dizer se saberia, Ainda que as quisesse controladas, Ainda que bem presas e domadas, Impor-lhes algum rumo e melodia * Mais tarde, contarei que elas ficaram, Que me iludi, que não me renegaram E que hão-de estar comigo até ao fim * Mas hoje afirmo que elas me voaram, Que ao fugirem de mim se recusaram A virem enfeitar o meu jardim. * Maria João Brito de Sousa 28.02.2013 – 19.05h ***

DUAS DÉCIMAS À MATERNIDADE - Reedição no Dia Internacional da Mulher

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Tela de Débora Arango Leia  aqui

PERFIL DE MULHER - Reedição

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Ler  aqui , por favor

COM UMA COLHER DE PAU II

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Vai uma pitada de humor anti-bélico? É  aqui.

"COM UMA COLHER DE PAU"

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Leia  aqui  a ficha técnica...

SONETO DO DESAMOR POSSÍVEL II

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SONETO DO DESAMOR POSSÍVEL II * Galguei altas vagas, sondei-te as entranhas, E entrei no teu templo. Não me ajoelhei. Se não mais me queres, se assim me desdenhas, Também eu te juro que te esquecerei * Cavaste os abismos e criaste as montanhas Para que eu subisse. Nunca eu subirei Tão altas encostas de escarpadas penhas, Nem aos teus abismos jamais descerei! * Se sou tão só sombra de ruínas e escombros, Não sentes o peso que trago nos ombros E julgas ser pouco o que ergui para ti, * Verás que também tu estarás, pouco a pouco, A desvanecer-te até que sobre o oco Daquilo que foste... Ou daquilo em que eu cri? *   Mª João Brito de Sousa 04.03.2023 - 12.40h ***  

(IN)EQUAÇÃO - Reedição

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(IN)EQUAÇÃO - Reedição * Sou a soma de todos os momentos Que passaram por mim sem me matar Elevada à vontade de encontrar Um perfeito equilíbrio entre argumentos * Recuso submeter-me aos fingimentos Que são, no dia a dia, o mais vulgar E faço a divisão do que restar Pelas parcelas dos meus sentimentos * E círculo (im)perfeito, insubmissão, Ou cisão da palavra aleatória Em átomos que arranco ao que é comum * Serei sempre uma estranha (in)equação Cuja resolução é provisória Até que o verso e eu sejamos um. * Maria João Brito de Sousa Abril 2010 *** (Poema reformulado)

COMPILAÇÃO DE ESTROFES DE DIVERSOS POEMAS MEUS FEITA POR ALBERTINO GALVÃO

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Poema composto com versos extraídos dos poemas abaixo indicados de autoria de Maria João Brito de Sousa uma poetisa de excelência! São poemas antigos da Maria João que vos aconselho ler A ILHA/DICOTOMIA/CANTO DE AMOR/ESCOLHAS/AOS OLHOS DE DEUS/ASPIRAÇÕES/O CULTIVO DAS ROSAS/ÁGUAS PROFUNDAS/EPOPEIAZINHA/PUZZLE/NEM SÓ DE MIM/A PRÓXIMA PARAGEM/HOJE/MOSTRA-ME AS TUAS MÃOS/A PARTILHA/A CEIA DO POETA III/NESSES DIAS, TÃO MAIS LUMINOSOS/MISTÉRIOS DE TODAS AS POÉTICAS/TER, NÃO TENDO/SE EU PUDESSE/DISSECAÇÃO/PORQUE UM VERSO TEM ALMA E TU NEM VÊS/PRETÉRITO MAIS DO QUE PERFEITO/TALVEZ SEJA APENAS POESIA/SEGUE-SE UM POEMA/O MAR DENTRO DE NÓS/DA INEXPLICABILIDADE DO POEMA/PARA ALÉM DA DOR/HUMANA CONDIÇÃO II/A BEM DA VERDADE * Sou filha-de-ninguém, mas sou poeta! * Há mãos que criam coisas que se instalam Por dentro das pessoas, como ideias, E outras que nos tocam, nos embalam, Ou que acenam do mar, como as sereias * Talvez não haja um mar dentro de mim E a tempestade venha - se vier… - De cada vez ...

A "SOIRÉE" - Reedição

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A "SOIRÉE" * Reedição * Não tenho tempo para não ter tempo Que enquanto escrevo o tempo cristaliza E o ponteiro das horas mal desliza No eterno mostrador do pensamento * Desse não-tempo retiro o sustento E dessa ausência estática, concisa, Ressurge a velha Musa que imprecisa Me visita em rajadas, como o vento * Outro cenário emerge. O novo palco, Que afinal é o mesmo... ou já não é?, Retoma a forma de algo que decalco * Do sargaço ao sabor de uma maré: Talvez seja uma vaga o que recalco Enquanto o mar encena esta "soirée"... *   Maria João Brito de Sousa 09.10.2020 - 18.24h ***   Soneto inspirado numa crónica/poética de MEA (Maria da Encarnação Alexandre) - Reformulado