SONETO DO "FAIT DIVERS"
Sonetos... não me nascem na algibeira, Não são convenientes, nem se vendem E quantas vezes não me surpreendem Na pontaria rápida e certeira... Não temerão, sequer, fazer asneira - em fazendo-a, porém, não se arrependem...- E nunca são submissos nem aprendem Lição que seja menos verdadeira... Pr`além desta evidência, o que direi De uns versos loucos que nem mesmo sei Metrificar, de tão desalinhados? Inventar que fui eu que os programei, Ou assumir, de vez, que "poetei" Sem tempo pr`a perder com mais cuidados? Maria João Brito de Sousa - 26.01.2012 - 15.05h Imagem da Feira da Ladra, retirada da internet Nota - Ao contrário da mensagem que faz passar, este "sonetozeco" surgiu para contrariar uma vaga de falta de inspiração, teve um "parto" distócico e levou bastante tempo a nascer. Bastante mais do que 99% dos restantes...