FADO CHOVIDO
FADO CHOVIDO Quando a Chuva me leu, fez-se uma aberta, Deixou que o Sol sorrisse por instantes E aqui estou eu, tão seca quanto antes Do apelo ser lançado em rota incerta. Porque um apelo foi, nunca um alerta Ao coração das águas abundantes, Foram, as nuvens, meigas e galantes Pra com uma poeta mal coberta. Agradeço-te, ó Chuva, a gentileza; Tal cuidado revela uma grandeza Maior que a que eu podia ter esperado. Não sei qualificar tanta nobreza, Nem poderei sentar-te à minha mesa, Mas posso aqui compor-te um novo fado! Maria João Brito de Sousa – 12.04.2018 -17.01h À MEA/Chuva