SONETO COM EFEITOS SECUNDÁRIOS
SONETO COM EFEITOS SECUNDÁRIOS * Da mesmíssima massa em que sois feitos por percorrer-me a carne um sangue igual, assumo como vós estes defeitos que expresso num poema acidental * Tenho, decerto, humanos preconceitos, ínfimos medos que disfarço mal, gestos azedos, duros, imperfeitos, que se me escapam sem que eu dê por tal * Mas como todos vós, tenho direitos: venha o que venha, do que é virtual, piso os atalhos, muito embora estreitos, * Que ousei escolher sem previsão geral do que sabemos serem os efeitos de amar-se a vida e ser-se, assim, mortal. * Maria João Brito de Sousa 02.05.2015 -19.48h Gravura de Manuel Ribeiro de Pavia