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SONETO "GOURMET"

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(Em decassílabo heróico)       Salteio, em fogo vivo, o cozinhado Do aceso perpassar deste momento E apuro, de seguida, em fogo lento A zanga que me vai passando ao lado…   Provo um pedaço, tenro e suculento, Do verso acutilante e mal passado E sinto que me falta um bom bocado Pr`a dar-vos garantias de sustento…   Quando um outro chegar, se então souber, Talvez possa juntar-lhe outro qualquer Condimento - um tempero ocasional -,   Ou mesmo adicionar-lhe um verso ou dois Dos tantos que me ocorrem, só depois De o servir na baixela de cristal...           Maria João Brito de Sousa -29.01.2012 - 17.56h

O FIO DE ESPARGUETE

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Rolinho de água pura e trigo rijo A voltear no fundo da panela, Numa dança irreal, mas muito bela, Obedediente àquilo que lhe exijo...   Este fio de esparguete é dançarino No último degrau duma  jornada; Despede-se, dançando enquanto nada A preparar seu último destino....   E baila enquanto ferve e vai rodando Enquanto a água quente o vai moldando E o vai levando ao ponto de alimento...   Parece que está vivo... e talvez `steja!? Quem pode garantir que me não veja, O esparguete que dança em fogo lento?     Maria João Brito de Sousa - 20.01.2009 - 22.50h   Este soneto sofreu uma ligeira alteração em relação ao original, feito alguns minutos atrás. O final ideal, em termos de ritmo, é o que agora publico.