AO BEIJO DA "SENHORA DA GADANHA"
AO BEIJO DA “SENHORA DA GADANHA” * Não, me distraio, não, só recupero Do beijo da “senhora da gadanha”, Mas não cedo um instante ao desespero Nem a ela me entrego, se me apanha. * Quisera fazer mais, porém sincero Será quanto produza, embora estranha E lenta na palavra em que me esmero, Pareça enquanto a morte me acompanha. * Faltam-me os olhos, falham-me os sentidos, Esfumam-se-me entre atalhos já esquecidos Palavras que julguei serem legíveis * Mas outros há que estando já perdidos Ainda assim resistem, quando unidos, A provações mais duras, mais temíveis. * Maria João Brito de Sousa – 30.05.2019 – 16.34h