INCONSEQUÊNCIAS
Vieste e ofuscaste a transparência Dos pátios de cristal do meu castelo Com essa milenar inconsequência Que traçaste em perfis de puro gelo Desprezaste o melhor; esta eloquência Da convicção guardada a lacre e selo E tentaste arrancar-me à evidência Destruindo-me a golpes de martelo Jamais tiveste culpa e, se te acuso, É puro desabafo… tudo passa Como as nuvens que passam pelo céu. Não tiveste a noção de um tal abuso, Nem pudeste prever quanta desgraça A tua inconsequência antecedeu... Maria João Brito de Sousa IMAGEM RETIRADA DA INTERNET