POETA, VIDA E OBRA
Não separes a vida de um poeta Do poeta que vive a sua vida Pois todo o seu percurso se completa Em sequência causal, sempre incontida. Se entendes que é inútil, incorrecta, O erro será teu. Ela é cumprida Até ao fim da página secreta Do livro dessa sua intensa lida. Não separes os dois. Não os separes, Se acaso te passar pela cabeça Vir a julgar o quanto sente e exprime. Poeta, vida e obra… se os julgares, Repara que ele, sem medo, se confessa Quando uma insana culpa, a ti, te oprime…