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SÁBADO, DOMINGO E SEGUNDA FEIRA VI

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         A ZANGA     Desisto do soneto! Esta canseira, E tanta falta dessa inspiração Que antes vibrava em mim, como canção, Se evaporou e, agora, sai-me… asneira!   Desisto! Só não sei se é desistência Pontual, ou se veio pr`a ficar… Falta-me o tal “tempero de luar" Da minha “especiaria” de excelência…   Estou zangada comigo, é evidente… Sem sonetos não sei seguir em frente, Perco o meu Norte/Sul, Este e Oeste…   De zangada que estou, nem mais me aceito! Perdeu-se o batimento mais perfeito, Foi-se embora o tal dom que era "celeste"…     Maria João Brito de Sousa -  2010   A ZANGA II     Por vezes faltam-me as palavras certas; Resmungo, rasgo, risco e, furiosa, Tento trocar os versos pela prosa Para avançar com novas descobertas!   Mas ele há sempre um verso à minha espera. Mais calma, vou escrevendo e, sem saber, Mais um soneto acaba por nascer, Por mais que a decisão fosse sincera…   Vá-se lá entender quanto se passa Na alma de um poeta assim zangado, Que pensa em desi...

A ZANGADINHA

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        A ZANGADINHA   (Sonetozito de meia tigela)   Eu hoje estou zangada c`os poemas! Pudera! Estou com tal dor de cabeça Que não sei onde acaba, nem começa, A causa bem real dos meus problemas!   Por hoje nada faço, ou faço apenas Uma coisa qualquer moldada à pressa, E ainda que nenhum de vós mo peça, Dir-vos-ei que não estou pra ir em cenas,   Porque hoje estou zangada! Tão zangada Que já não me apetece fazer nada, Que fiquei sem qualquer inspiração,   Que grito e barafusto e, já cansada, Pergunto-me;  estou mesmo amargurada, Ou estou apenas sem disposição?     Maria João Brito de Sousa - 24.08.2009     NOTA – Apeteceu-me brincar com as palavras. Dói-me, com efeito, a cabeça, mas ainda não perdi a disposição nem a inspiração. “O poeta é um fingidor…”