DEIXAI QUE A NOITE ENTRE - Reedição
Tela de Luís Rodrigues * DEIXAI QUE A NOITE ENTRE * Deixai que a noite entre, que eu morro de sono E em doce abandono me entrego a Morfeu Que por ser ateu nunca quis ser meu dono Só dono do sono que me adormeceu * Num berço só meu, neste suave abandono, Se gemo ou ressono, que o faça só eu Na noite de breu em que ao dia me abono Sem dor, sem patrono, sem sonhos, sem véu * Nem o medo incréu de fantasmas no escuro... Não sei que futuro, mas trago um passado E ao que era arriscado tornei mais seguro * Pois transpus o muro e deixei-o de lado, Sumido, olvidado. Amigos, vos juro Que um tal sono é puro, nunca amargurado! * Maria João Brito de Sousa 28.12.2017 – 13.59h *** Soneto em verso hendecassilábico com rima entrançada escrito na sequência do soneto homónimo de Maria da Encarnação Alexandre (MEA)