OLHO-TE, SOL...
OLHO-TE, SOL... * Olho-te, Sol. Não sei se por mim chamas Nas chamas cruas de que te compões, Porquanto sou de carne e de emoções E tu és tudo aquilo que proclamas * Nos calorosos raios que hoje emanas E dos quais vão surgindo reacções Que cambiarão conforme as condições Das ilhas de matéria em que os derramas. * Contudo, tendo prazo - como tudo... -, Também te apagarás. Ficará mudo O espaço que hoje ocupas. E vazio. * De nós, proclamadores de eternidades A quem encheste de oportunidades, Que guardarás depois de morto e frio? * Maria João Brito de Sousa – 26.05.2019 – 14.43h