RUA SEM NOME
RUA SEM NOME Se te indico um caminho, uma vereda, A contra-gosto o faço, mas aviso; Não tem honras de estrada, ou de alameda, Nem de asfalto, sequer, será seu piso. Não é nenhuma rota, que a da seda Redundaria em risco e prejuízo; É apenas um esconso, estreito friso No espanto do que a vida te conceda. Sendo um atalho, nem sequer tem nome, Nuns dias terás sede, noutros, fome, Mas, outros, eu jamais te apontaria, Porque já trilho o meu há muitos anos E, apesar dos muitos desenganos, Eu mesma, outro melhor não escolheria. Maria João Brito de Sousa- 19.05.2018 – 16.08h