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TEMPO

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Imagem Pinterest * TEMPO * Tu dizes Eu como quem bebe um copo de astros e esculpes os corpos nas arestas do dia a dia com a leveza das mãos que não tens *   Tu dizes Vida como se ela estivesse ainda por nascer e continuas a moldá-la e a cobri-la dos indispensáveis acessórios: as teias, os fungos, as algas, os dourados bolores... *   Tu passas como se de todo não passasses e não tens memória que,  a essa, somos nós nós bichos e sombras e plantas e serenas pedras de todos os caminhos que ta vamos doando para que nela te possamos (re)conhecer * Maria João Brito de Sousa 15.01.2019 – 12.43h ***   Hoje, no meu blog de sonetos, um poema que não é um soneto...

TEMPO

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Ler  aqui, se faz favor

RUGA A RUGA

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     Eu reivindico as rugas! Ruga a ruga, Fui conquistando ao tempo a Poesia, Esta que agora gravo, inda que, em fuga, Mais pareça criar desarmonia, Porquanto, cruamente, a dor me aluga Os sentidos em flor com que escrevia E nem a melodia em mim madruga Como há bem pouco tempo acontecia... Foi, no entanto, delas que me veio Cada verso daquel`s por que hoje anseio E que não trocarei por coisa alguma; Venham mais rugas porque as não receio! De falsidades anda o mundo cheio E, às minhas, conquistei-as uma a uma! Maria João Brito de Sousa – 03.08.2017 - 11.35h Dedicado à MEA e escrito após a leitura do seu lindíssimo soneto “Não Deixem que me Vista de Saudade”.   Imagem retirada da Fábrica de Histórias  

SONETO EM ABSOLUTO SOLILÓQUIO

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  (Em decassílabo heróico)     Não sei o que fazer… se ao verbo informe, Tomada de paixão, tente moldar, Se negue a sensação sem a esboçar E a devolva intacta ao que em mim dorme.   A compulsão, porém, tornou-se enorme! Mais forte do que eu sou, quer-se afirmar E sinto que não mais se irá vergar Nem há compensação que, hoje, a conforme   Ou que possa anular-lhe esta vontade De ir esculpindo uma voz que agora invade O espaço das mil causas emergentes.   Se o tempo que passou gerou saudade, Depressa entenderá que esta verdade Lhe exige gestações bem mais urgentes.       Maria João Brito de Sousa – 23.06.2014 – 18.18h     Imagem - Pintura de Álvaro Cunhal retirada da página do Partido Comunista Português

CONTA-ME..

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Conta-me lá dessas segundas-feiras Que te chamavam pelas madrugadas, Dessas manhãs das horas empolgadas A correr pela sala, entre carteiras.   Fala das coisas mais aventureiras, Diz-me das aventuras mais magoadas. Conta-me lá das provas copiadas Pelas colegas que eram mais matreiras…   Conta-me do comboio à beira-mar, Das corridas, dos livros, das sebentas, Dos jogos do recreio, das conversas…   Conta-me do que já nem sei lembrar Porque as horas ficaram muito lentas E - custa-me dizê-lo… -   mais adversas…       Imagem retirada da internet   REPORTAGEM ADIADA - A reportagem sobre a ida a Cuba da pequena Ana Carolina, foi adiada para o próximo dia 6 , a seguir ao tele jornal da RTP. Vejam-na no programa 30 Minutos.

DOS ETERNOS ATRASOS

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Exímia a vasculhar entre as memórias, Descubro mil tesouros manuscritos! E são tesouros mesmo! E são benditos! São os antigos traços de mil histórias.   E é sempre o acaso (ai, o Acaso...) Que vem trazer-me às mãos o que eu encontro. Tudo isto que vos digo, o que aqui conto, É a razão do meu eterno atraso...   As coisas deste tempo vão esperando... Eu sei que encontro mais, mas não sei quando, Desta matéria-prima muito minha.   Atraso-me ao sabor destes meus dias No acaso de antigas companhias. Atraso-me por nunca estar sozinha.       Imagem retirada da internet e multiplicada por mim com a sempre bem-vinda ajuda do Acaso.