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ALENTEJO II

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Ó terra de oiro antigo e céu sem fim Pontilhada de verde e de castanho, Eu quero-te sem prazo e sem tamanho Com este querer maior que existe em mim   Terra de ervas e flores, como um jardim Espraiando-se orgulhoso em chão de antanho E onde o corpo móvel de um rebanho Nos surge e se nos deixa ver, assim.   Que o teu povo magoado te acrescente Os laços sempre férteis da semente E possa eternizar-te no seu  "cante "   Que a tua voz se eleve eternamente, Que sempre seja livre a tua gente E que haja em ti fartura a cada instante!         Maria João Brito de Sousa  06.12.2011 - 15.21h   Reformulado a 22.11.2015     Imagem do Alentejo, retirada da internet

ENCONTRO DE POETA(S)

Olho este céu e toda eu me encanto! No canto magistral do rouxinol Vejo uma flor que brilha como o sol E que a envolve inteira como um manto... . Há charnecas em flor nas suas mãos E um sobreiro, cansado e sonolento, Desperta para olhar esse momento Do encontro entre a poeta e seus irmãos... . Com olhos deslumbrados de desejo, Eu quase juraria que então vejo o seu vulto, o seu rosto, os seus vestidos, . Na mesma luz claríssima a que almejo, A Florbela, adornando esse Alentejo Dos mais belos sonetos já tecidos...   Maria João Brito de Sousa - 11.04.2008 - 10.47h . Dedicado ao meu amigo Frágil, a Florbela Espanca e ao sol do Alentejo. .