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CONVERSANDO COM CUSTÓDIO MONTES

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* TENHO UMA AMIGA * Tenho uma amiga que vive em Oeiras Escrevia, antes, sempre noite e dia Não sei o que tem, estou sem alegria É, entre as amigas, uma das cimeiras * Tenho outras, claro, também verdadeiras Mas sem grande rasgo a escrever poesia Outros predicados de categoria Que muito me agradam, amigas inteiras * Mas esta de Oeiras é muito inspirada Tem ao pé a musa com ela amestrada Ambas muito ilustres, ambas de condão * Uma não tem nome, é essa que inspira A outra, já digo, é a que gente admira Tem um nome lindo: Maria João. * Custódio Montes 26.1.2024 *** TENHO UM AMIGO * Dos muitos amigos que por cá vou tendo, Já só um me acode se penso em tecer Uma bela C´roa que tanto prazer Traz à minha vida quando a estou tecendo * Custódio se chama e nos montes vivendo Montes traz no nome que lhe coube ter E eu montanhas subo pra lhe responder; Ele comigo aprende e eu com ele aprendo... * Mais amigos tenho que aqui não nomeio Porque sendo tantos tenho algum receio De algum me falhar e fazer...

PROVOCAÇÃO

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AMOR E DOR (Provocação): * O amor não tem dor que a dor se foi embora Sentiu o calor que à volta encontrava E fugiu a tempo que o tempo queimava E com barulheira nada sedutora * Fugiu para longe com raiva motora Enquanto o amor o seu amor amava E o que era sonho real se tornava Braços entrançados, beijos hora a hora * O céu enrubesce, campeia o fervor No meio da dança da dança do amor Com tanta alegria quando o amor chega * Nessa fantasia com entretimento O amor não pára germina sedento E com esse encanto nunca a dor lhe pega * Custódio Montes 21.6.2023 *** "E com esse encanto nunca a dor lhe pega" A menos que cega esteja tanto, tanto Talvez desse pranto louco a que se entrega Dizendo que o nega, mentindo portanto * Quando diz que o canto é tudo o que alegra A Musa que alega ser lúcido espanto Sem dor nem quebranto já que nada a quebra E jamais sossega sem um acalanto... * Que não falte o manto de negro retinto Se de negro a pinto conforme ela gosta Quando está disposta a sen...

MEMÓRIAS DE UM NÁUFRAGO PERFEITO- Reedição

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MEMÓRIAS DE UM NÁUFRAGO PERFEITO *   Do vento que sopra, da proa que afunda, Do mastro partido, do leme encravado, Dos longos gemidos do velho costado, Da barca que oscila, bojuda, rotunda, *   Na crista da onda, no mar em que abunda Escolho traiçoeiro que espreita, aguçado, Escondido na espuma, submerso, acoitado Em zona que a Barca julgava profunda... *   De tudo me lembro, se bem que já esteja, No tempo passado, submerso também E seja esta imagem longínqua o que eu veja *   Da Barca que afunda nos sonhos de alguém Apenas a sombra que passa e festeja Não ser verdadeira, nem ser de ninguém! *     Maria João Brito de Sousa 11.01.2017 - 10.52h ***   Ao meu avô poeta, António de Sousa * (Soneto em verso hendecassilábico)

DA ARTE DE BEM CAVALGAR UM SONETO

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DA ARTE DE BEM GAVALGAR UM SONETO * A arte de bem cavalgar um soneto Pede, antes de tudo, um ouvido apurado, A extrema leveza de um vôo de insecto E um pouco da garra de um bicho indomado... * Começa o galope, de início inconcreto, Depois, em crescendo, mais bem concentrado No espaço e no tempo. Seria incorrecto Dizer que o soneto correu tresloucado * Até ao final do segundo terceto, Pois já no primeiro está determinado A seguir um rumo certeiro e directo * Para, finalmente, parar já cansado... Em linhas gerais, se aceitares este repto, São estas as "regras" do repto lançado! *   Mª João Brito de Sousa 29.03.2023 - 22.15h ***

SONETO DO DESAMOR POSSÍVEL II

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SONETO DO DESAMOR POSSÍVEL II * Galguei altas vagas, sondei-te as entranhas, E entrei no teu templo. Não me ajoelhei. Se não mais me queres, se assim me desdenhas, Também eu te juro que te esquecerei * Cavaste os abismos e criaste as montanhas Para que eu subisse. Nunca eu subirei Tão altas encostas de escarpadas penhas, Nem aos teus abismos jamais descerei! * Se sou tão só sombra de ruínas e escombros, Não sentes o peso que trago nos ombros E julgas ser pouco o que ergui para ti, * Verás que também tu estarás, pouco a pouco, A desvanecer-te até que sobre o oco Daquilo que foste... Ou daquilo em que eu cri? *   Mª João Brito de Sousa 04.03.2023 - 12.40h ***  

NA ENXURRADA

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ico NA ENXURRADA * Nas veias do tempo, correm vida e morte, Ambas em desnorte e ao sabor do vento E ouve-se um lamento, ora suave, ora forte, Conforme o recorte do seu sofrimento... * Arde em fogo lento sem que alguém se importe Esse que anda à sorte por não ter sustento E eu que o não fomento, nem lhe sou consorte, Dar-lhe-ei suporte? Não posso, mas tento * Já que me apresento pra representá-lo Porque de si falo tendo eu quase nada E se, despojada, não posso ajudá-lo * Posso bem escutá-lo e senti-lo, magoada... Vou na enxurrada, não posso evitá-lo, Mas porque o não calo, não morro culpada. * Mª João Brito de Sousa 28.10.2022 - 10.00h ***

SONETO TARDIO - Reedição

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SONETO TARDIO   * Mergulhei no sonho das alegorias Já que de energias e sons me componho, E o tempo é risonho se der garantias De enfrentar fobias sem medo ao medonho. *   Hoje pressuponho que, ao longo dos dias, De conchas vazias, apenas, disponho... Que mais me proponho quando, horas tardias, Em vez de harmonias, encontro bisonho *   Um tempo a que oponho sons e melodias? Sim, houve avarias, mas não me envergonho Das coisas que sonho. Se roubas fatias *   Dessas fantasias de mel e medronho, Depressa reponho quantas me desvias Que entre as sombras frias me adentro e me exponho. *     Maria João Brito de Sousa – 21.05.2019 – 21.16h  

QUEM ISTO EM SI SENTE

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QUEM ISTO EM SI SENTE *   Nós que cultuamos as sonoridades E expomos verdades nos versos que ousamos, Que nos desnudamos de culpa e vaidades Derrubando as grades contra as quais chocamos, *   Nós que aqui nos damos em espanto e vontades Nas cumplicidades de quanto sonhamos, Saudáveis, insanos, com ou sem saudades, Nos campos, cidades ou onde estejamos, *   Nós, os que criamos compulsivamente Roçando a tangente dos limites nossos Com nervos e ossos que, subitamente, *   Crescem qual semente e nos tornam colossos Que em vez de destroços voltam a ser gente... Quem isto em si sente, pode quanto eu posso! *   Mª João Brito de Sousa 01.07.2022 - 14.30h *** Aos poetas em geral e aos sonetistas, em particular.

ABRAM ALAS!

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ABRAM ALAS! *   "De gestos sem graça ou de traços grosseiros" Não quero, garanto, ser perpetradora E tão pouco quero versos embusteiros Que apenas galopem à força de espora *   Desdenho os encómios que são traiçoeiros, Qual gato escondido c`o rabo de fora Mas cultivo os cactos, embora em canteiros, Que comigo trouxe das matas de outrora... *   Se glórias não quero prás C´roas que teço, É certo que gosto que as leiam, confesso, Embora sozinha nem tente engendrá-las *   Mas se acaso entendo virar do avesso Poema que eu queira findar no começo, Ao génio da Musa recorro: Abram alas! *   Mª João Brito de Sousa 30.06.2022 - 13.00h *** Poema concebido a partir do último verso do soneto NÃO QUERO, de MEA (Maria Encarnação Alexandre) 

CRONOLOGIA

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CRONOLOGIA *   "Sem lugar seguro ou presença de abraço" Morre enfim o laço que enlaça o futuro Ao bater num muro que se ergue no espaço, No final de um traço tão curto quão duro *   Sempre assim foi, juro!, e se me embaraço No caminho lasso de um percurso obscuro, É porque procuro saber por que o faço, Por que, passo a passo, mais me ergo e me curo *   Quando tanto aturo para andar por cá... Mas se ao deus-dará espalho os meus "tesouros" Por cristãos ou mouros servidores de Alá, *   Quer vá, quer não vá ouvir desaforos, Só lhes deixo esporos. São tudo o que dá Este meu chão já despojado de toros... *     Mª João Brito de Sousa 29.05.2022 - 13.40h ***   Soneto criado a partir do último verso do soneto FOLHA DE TEMPO de MEA

NUNCA DESENCANTES UM SAPO! Reedição

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  NUNCA DESENCANTES UM SAPO! * Quebra-se a magia do beijo assombrado Que magicamente faz, do sapo, humano... Quanta angústia emerge, quanto desengano Pra quem fora um simples sapo descuidado! *   Vá lá! Nunca beijes um sapo encantado! Lembra-te que podes causar-lhe tal dano Que o pobre batráquio, de bichito ufano, Passe a ser humano. Coitado, coitado! *   Pobre desse sapo que estando inocente De culpa, de intriga, de ódio e de traição, Se torna consciente das falhas que tem *   Quando, por um beijo, se transforma em gente E perde inocência. Que desilusão... Tu, quando o beijaste, sabia-lo bem! *   Maria João Brito de Sousa 19.06.2008 - 08.53h ***   Reformulado

O REPICAR DOS SINOS

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O REPICAR DOS SINOS * Às vezes, ao longe, nos dias mais claros, Oiço esses teus sinos celebrando a vida, Noutros, o silêncio dos dias avaros Impõe-se à toada quase emudecida. * Se um corpo atingido por estranhos disparos Se curva dorido e lambe a sua f`rida, Geme castigado, teme os desamparos, Já nem escuta os sinos, procura é guarida... * Assim acontece com musas, também; Quando estão magoadas não ouvem ninguém, Fecham-se em si próprias até, sei lá quando, * Com harpas, com flautas ou com violinos, Correrem pra nós. Repicam os sinos Que abafam as mágoas que nos vão sobrando! *   Maria João Brito de Sousa - 20.09.2021 - 17.00h * Trabalho inspirado no soneto, também em verso hendecassilábico, "Tocarei os Sinos" da autoria de MEA * Imagem - Tela de Pablo Picasso

PERGUNTO AOS PARDAIS...

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PERGUNTO AOS PARDAIS... *   "Se nem sequer tenho a sua liberdade", Roubam-me a vontade que tão só mantenho Quando este desenho das mãos se me evade Tal como a saudade dos tempos de antanho... * Que normal tão estranho! Será de verdade? Que impalpável grade sem cor nem tamanho Cobre este rebanho, esta humanidade Morta de ansiedade que agora acompanho * Como se fosse anho? A vós que voais, Por não poder mais, perguntarei agora E não vou embora sem que respondais; * Vós, simples pardais, voareis por quem chora Os dias de outrora que vós nem lembrais? - Queres saber demais!, esclarece-me a demora. *   Maria João Brito de Sousa - 12.02.21 - 20.00h * Soneto criado a partir do último verso do soneto PÁSSAROS da autoria de Joaquim Sustelo.

MULHER

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MULHER * Passeia-se apenas, sem fitas, sem folhos Trazendo nos olhos sorrisos e penas... Como esta há centenas, encontram-se aos molhos Por entre os restolhos, louras e morenas. * Marias e helenas que contornam escolhos, Com ou sem piolhos, virtuosas, obscenas, São como açucenas; a chave e ferrolhos Franzem os sobrolhos. Grandes ou pequenas * Derrubam empenas, são donas das ruas, Das marés, das luas... Em todos os astros Ergueram os mastros das coisas mais suas * E sempre assim, nuas, deixaram seus rastos Nos muros dos castros, no chão das faluas E até no que intuas dos seus corpos gastos. *   Maria João Brito de Sousa - 03.02.2021 - 14.04h *** Gravura de Manuel Ribeiro de Pavia in LIVRO DE BORDO, de António de Sousa.

TECENDO MEMÓRIAS

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TECENDO MEMÓRIAS * Touquinha de renda e botinhas de lã, Bem mais que uma irmã, vi nela uma prenda Que sem encomenda chegara bem sã E certa manhã se me dera em of`renda. *   A quem não entenda ternura tão sã Ou a julgue vã e a não compreenda, Peço que suspenda a versãozinha chã Da eterna maçã concebida pra venda; *   Pode ser merenda prá minha memória, Mas é outra a história desta tecedeira, Velha fiandeira da causa ilusória *   Que fia sem glória e de uma outra maneira Cinzas de lareira numa trajectória Tão contraditória quanto verdadeira. *   Maria João Brito de Sousa - 02.10.2020 - 12.00h   IMAGEM - "Le Berceau", Berthe Morisot

MEMÓRIA(S) DO NÁUFRAGO-PERFEITO

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MEMÓRIAS DE UM NÁUFRAGO PERFEITO *   Do vento que sopra, da proa que afunda, Do mastro partido, do leme encravado, De ouvir os gemidos do velho costado Da barca que oscila, bojuda, rotunda, *   Na crista da onda, no mar em que abunda Escolho traiçoeiro que espreita, aguçado, Escondido na espuma, submerso, acoitado Em água que a Barca julgava profunda... *   De tudo me lembro, se bem que já esteja, No tempo passado, submerso também E seja esta imagem longínqua o que eu veja * Da Barca que afunda nos sonhos de alguém, Apenas a sombra que passa e festeja Não ser verdadeira, nem ser de ninguém. *   Maria João Brito de Sousa 11.01.2017 - 10.52h *** (Soneto em verso hendecassilábico)   Ao meu avô poeta, António de Sousa  

CALEIDOSCÓPIO

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  (Soneto em verso hendecassilábico) Nasci sendo parte de outro cinescópio; Desde os meus primeiros momentos de vida Via, em cada letra, um caleidoscópio E a frase sorria de tão colorida... Só sentido faço deste modo impróprio E só me concentro quando diluída, Mas nunca me digam; - Foi consumo de ópio... Pois desta maneira fui nada e parida! Sei ser muito humana, mas não sei se sei Explicar subtilezas que só eu distingo... Talvez o consiga, depois o verei, Caso sobre ainda uma gota, um pingo, Disto que, em verdade, sempre vos contei... Chamam-me aldrabona? Nem assim me vingo!   Maria João Brito de Sousa – 14.08.2017 – 13.59h     NOTA - Estas letras e dígitos não apresentam as cores com que eu mentalmente os vejo.   

INFILTRAÇÔES

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  INFILTRAÇÕES *   (Soneto em verso hendecassilábico)  *   Já chove e goteja na minha cozinha! Dispenso-lhe, asinha, coisa que a proteja... Um balde? Que seja! Mantenho-a sequinha, sem uma gotinha, nem estragos... que eu veja...  *   Mas, por muito lesta que eu seja, vizinha, sempre uma gotinha me escapa e rasteja, se infiltra e graceja... ninguém adivinha que, ao longe, se aninha nas zonas que eleja  *   E, dia após dia, vai-se acumulando, mais gotas juntando, fazendo razia; Por sempre ínvia via se esgueira, infiltrando *   Pouco adiantando, vos garantiria que vos saberia dizer como e quando, mas, nem me escutando... por que é que o diria?  *   Maria João Brito de Sousa - 29.05.2016 - 13. 18h

CORAGEM

CORAGEM *   Coragem? Que é dela se, manipulada, Me sinto sondada, moldada, invadida No que à minha vida concerne e, num nada, Me vejo humilhada, presa e sem saída? *   Calo a voz dorida que assim controlada Em vez de indomada carne aberta em f`rida Que oscila vencida qual chama apagada Da vela engendrada nos palcos da vida *   Esta, de sumida, soa-me abafada, Ou desafinada, que triste e vencida Não será ouvida porque amordaçada *   Por mão precavida. Solto-a sussurrada Em vez de exaltada mostrá-la traída Que a força antes tida foi-me ora negada. *     Maria João Brito de Sousa 09.03.2017 - 16.13h  

MEMÓRIA(S) DO NÁUFRAGO-PERFEITO

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MEMÓRIAS DE UM NÁUFRAGO PERFEITO *   Do vento que sopra, da proa que afunda, Do mastro partido, do leme encravado, De ouvir os gemidos do velho costado Da barca que oscila, bojuda, rotunda, *   Na crista da onda, no mar em que abunda Escolho traiçoeiro que espreita, aguçado, Escondido na espuma, submerso, acoitado Em zona que a Barca julgava profunda... *   De tudo me lembro, se bem que já esteja, No tempo passado, submerso também E seja esta imagem longínqua o que eu veja *   Da Barca que afunda nos sonhos de alguém, Apenas a sombra que passa e festeja Não ser verdadeira, nem ser de ninguém. *     Maria João Brito de Sousa - 11.01.2017 - 10.52h     Ao meu avô poeta, António de Sousa * (Soneto em verso hendecassilábico)