O DIA EM QUE O MAR TREMEU - Reedição
Imagem processada pelo ChatGPT * O DIA EM QUE O MAR TREMEU * "A vista embebe na amplidão das vagas" A velha mãe do jovem pescador Mas nada enxerga além de pranto, dor E um mar que, de tão cru, criava garras * Há quantos dias levantara amarras E se fizera ao mar o seu amor, O seu menino pleno do vigor E da alegria própria das cigarras? * Sobre o areal branco o negro vulto Confronta o mar num derradeiro insulto Ao azul impassível que o roubara * E, toda raiva e fúria, avança agora Rasgando as águas em que o filho mora: Pra quê esperar se a dor já a matara? * Mª João Brito de Sousa 20.06.2022 - 13.45h *** Poema criado a partir do verso final do soneto MATER DOLOROSA de Gonçalves Crespo e inspirado pelas glosas feitas por Joaquim Sustelo ao mesmo texto poético. ***