DIZEM QUE MORREU...
* DIZEM QUE MORREU * Usado, adulterado, gasto e morto Está o velho soneto. Dizem, dizem... Outras mãos haverá que o enraízem Que as minhas, hoje, pedem-me o conforto * De uma tarde serena. Olhar absorto, Peço às horas que passem, que deslizem, Que, em fraçcões de segundo, mimetizem A paz da barca que chega a bom porto. * Desse instante de paz nasce-me um verso (sei lá quantos segundos já lá vão) E agora o que ambiciono é o inverso * Da paz que fui buscar à reflexão: Parem, mentiras, de embalar meu berço, Que o soneto está vivo e forte e são! * Maria João Brito de Sousa 09.10.2020 - 12.10h ***