SONETO SOBRE TELA
Perscruto estas palavras que burilo Com olhos de embotado bisturi Já meio gasto de medir-se aqui, D`ir-se encontrando nisto e mais naquilo, Mas nunca farta, reproduzo ao quilo Exactamente as coisas que senti Só pr`afirmar-vos que vos não menti, Nem nunca poderia permiti-lo... Agora as letras vão cedendo espaço À cor das pinceladas do meu traço E o poema, a sorrir, condescendente, Exibe a cor das tintas que desfaço Sobre os godés deste soneto escasso Pr`a tela que se preze... ou se apresente... Maria João Brito de Sousa - 12.05.2012 - 12.18h