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O RIGOR COM QUE JULGAS TEUS IGUAIS...

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Eu não te estendo a mão; estendo os poemas Que tu tentas fazer, mas não consegues E digo coisas mil que mal percebes Mas que englobam, também, os teus problemas. Julgas que sou pedinte e sou apenas Quem te vai dando mais do que o que pedes Pois também tu pediste – não o negues! Por horas menos árduas, mais serenas… Sabes lá que trabalhos e que esforços Fazem de mim quem sou, embora tu, Te atrevas a jurar que fazes mais… Mas sei que, lá no fundo, tens remorsos; Revolta-se-te a alma e fica a nu O rigor com que julgas teus iguais…     Maria João Brito de Sousa     NA FOTO - Eu, ao colo da avó Lylice, o avô poeta e a minha mãe, com a Paloma ao colo.

SÁBADO, DOMINGO E SEGUNDA FEIRA VII [ou VIII?]

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  PAIDEIA     Ar, água, terra e fogo, entreteceram O teu grandioso corpo e, na verdade, Tu não surgiste isento da vontade De que tantos de nós já se esqueceram.   Pequenos grãos de vida em ti cresceram Na absurda insensatez de quem te invade, De quem te pinta, ó mundo cor de jade, Do sol dessas manhãs que te aqueceram…   Eu não te sei explicar, mas sei sentir-te! Eu sei sentir-te em mim e, se me sentes, Ó meu planeta Terra, ó cais de areia,   És mais “eu” do que eu mesma! Vou pedir-te Que digas a verdade. Se me mentes, Sou eu que minto à minha própria ideia…     Maria João Brito de Sousa – 07.05.2010         UMA ERVINHA NO CANTEIRO DO JARDIM     De quanto grão de mundo existe em mim Em átomos pulsantes de energia, Eu serei sempre a soma do meu fim Com o raio de sol que me aquecia…   Em verdade te digo; ser assim Jamais me decepciona ou contraria. Não mais do que uma haste de alecrim, Nem menos do que a própria fantasia…   Se te pareço estranha – e sei que sim! – Espera um pouquinho mai...