DEPOIS, SEMPRE DEPOIS...
E depois do depois? Depois ainda De os beijos nos morrerem no cansaço, Depois do colapsar do corpo lasso Nas fronteiras da esperança que não finda? Depois que restará? Será bem-vinda Essa maré vazia em que o sargaço Apodreça na praia deste abraço Que agora a maré-alta torna linda? E valerá a pena ousar o beijo Se depois só sobrar o afastamento, Se nada nos ficar deste” nós dois”? Jamais confiarei, louco desejo! Eu nada quero além do meu talento. O resto… só depois, sempre depois! Maria João Brito de Sousa