O PICARESCO
Hoje ocorreu-me um verso picaresco (logo hoje, que estou frágil e febril) Mas tive, quando desses pouco “pesco”, Um lapso de memória. Estou senil, Ou terei antevisto algo grotesco, Alguma coisa hedionda, abstrusa e vil, Por trás dessa ingressão num pitoresco Nada sofisticado, nem subtil? Senil, não estou – ainda... - , pois discorro Sobre a realidade em que me morro A cada dia um pouco mais e mais, Portanto outra razão, qualquer que seja, Tirou-me o picaresco da bandeja E foi cedê-lo às “gordas” dos jornais. Maria João Brito de Sousa – 20.01.2018 – 12.09h