UM PEQUENO POEMA COMEMORATIVO DA MINHA ENTRADA NA AVSPE
Depois das palavras Vêm mais palavras E outras mais ainda Num nunca acabar Das etéreas lavras - mas não como escravas! - Da colheita infinda Que se vai lavrar… Somam-se as que chegam Às que já floriram Nesse somatório De humana colheita… Palavras que legam Àqueles que as ouviram Mais um repertório, Mais uma receita… Umas são felizes… Outras, apressadas, Nem vêem que as outras Também vão chegando… Muitas com raízes São, porém, aladas Pois parecem loucas, Nunca sabem “quando”… Percorrem caminhos, Saltam continentes, Atravessam mares, Escalam cordilheiras… Vão deixando ninhos Com seus descendentes Que cruzam os ares, Que ignoram fronteiras… Palavras, contudo, Não dispensam gestos, Sorrisos, olhares E abraços também! Um poema mudo Faz-se até de restos Mas sobe aos altares… Voa Língua Mãe! IMAGEM RETIRADA DA INTERNET Este poema em nada se assemelha a um soneto, mas foi ele que me nasceu para comemo...