ATÉ AO FIM DO MUNDO
Até ao fim do mundo e de mim mesma, Nas diversas camadas do "sentir", Multipliquei-me inteira no porvir Das páginas de um livro, resma a resma E, até ao fim de cada pedacinho De um corpo que é de verbo entretecido, Sê-lo-ei pelo tempo consentido A quem coma do pão, beba do vinho… Até ao fim do mundo hei-de ser eu Quem foi verbo nas ondas, nas areias, Na lava dos vulcões, no seu clamor, Ou quem absurdamente pretendeu Fazer desabrochar milhões de ideias De um momento de raiva... ou puro amor… Maria João Brito de Sousa - 21.04.2010 - 13.54h