SONETO SEM SAÍDA
(Em decassílabo heróico) Há sempre um beco escuro e sem saída Na estrada em que esta vida se percorre, Um espaço onde mais nada se descobre E aonde, finalmente, é revivida Essa que, então, foi sendo percorrida, Mas que, em chegando ali, onde não sobre Nem sombra desse mais que nos socorre Antes de a descobrirmos, tão traída Que mais nenhum poema nos ocorre Pois, diante de nós, tudo é tão pobre E tão dura a parcela percorrida Que sabemos, então; “Nada é mais nobre Do que acabarmos já, sem que nos dobre Ninguém, nem coisa alguma, a própria vida” Maria João Brito de Sousa – 20.02.2015 – 13.24h Imagem retirada do Google