A UMA POMBA QUE TENTEI ENSINAR A VOAR
Minha pobre avezinha... perdoaste Este meu erro, assim, tão sem perdão? Quis libertar-te e não te dei senão Esse breve momento em que voaste Por um instante, assim que te soltaste Do estranho abrigo que era a minha mão Embora nunca achasses salvação No asfalto da estrada em que pousaste. Pequena companheira de quem sou, Nos bons e maus momentos desta vida, Perdoa, por favor, quem te quis bem, Perdoa, por favor, quem te cuidou E te chorou na hora da partida Como se fosse pomba ela também. Maria João Brito de Sousa - 18.03.2010 - 14.41 À Hope, que partiu ontem à hora do almoço.