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SONETO À RESISTÊNCIA

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  (Em decassílabo heróico)   Neste meu lugre-escuna – ou só jangada? - Vou resistindo enquanto vou podendo E venho-vos dizer que me não vendo Porque por preço algum serei comprada,     Nem minha embarcação será tomada, Pois, enquanto viver, nunca me rendo E o verso é sempre a força a que me prendo Enquanto dela sobre um quase nada...     Venho falar-vos desta força imensa, Que tremeluz, que tanto mais se adensa, Quanto mais vai tentando persistir,     Que me flui no sentir, porque se pensa, Que mesmo naufragada, exausta e tensa, Retoma a luta e faz por resistir!       Maria João Brito de Sousa – 09.04.2015 – 14.11h