EM SILÊNCIO, MÃE
EM SILÊNCIO, MÃE * Seria sempre tarde ou muito cedo Pra te tentar dizer o que hoje digo, Ó minha mãe guardada num segredo Muito só nosso e por demais antigo. * Não houve raiva, mãe, nem houve medo, Nem rebeldia ou sombra de castigo Mas sendo tão menina fui brinquedo Que te desafiava e, eu, contigo * Já não brincava, mãe, que outras estradas Me chamavam pra novas caminhadas Que nunca aceitarias. Cedo ou tarde, * Tão menos unas, quão menos distantes Estaríamos, ainda que ignorantes De de um murmúrio nascer tanto alarde. * Maria João Brito de Sousa - 03.05.2020 - 13.26h * (da jovem que fui para a minha então ainda jovem mãe)