URGÊNCIAS DO DIA A DIA
URGÊNCIAS DO DIA A DIA * No varandim de uns olhos imprestáveis Debruça-se a razão que, em desespero, Tenta dar conta de tudo o que eu quero E só vislumbra vultos sempre instáveis, * Sombras indefinidas, improváveis, Rastos já desgastados pelo esmero Com que os gastei. Até ao fim, severo, O anseio de torná-los decifráveis * E, nublando a alegria natural, Emerge a nitidez de uma impotência Que faz doer bem mais que o próprio mal. * Depois... depois dilui-se essa emergência Na criatividade pontual E prontamente acudo à nova urgência. * Maria João Brito de Sousa - 26.07.2020 -10.37h Imagem retirada daqui