HOMENS; PEDRAS E CESTOS DE PALHA
HOMENS, PEDRAS E CESTOS DE PALHA * Repara, aquelas pedras que parecem Curvar-se sobre a terra adormecida, Não são pedras, são gente, têm vida Que adia a morte enquanto a vida tecem * Mas, dessa vida, tudo o que conhecem São esses fios que tecem à medida Dos gestos em que a vida é repetida Até que os velhos corpos anoitecem. * Rendem-se à sombra os seus olhos cansados, Perdem o rumo aos dedos e aos gestos, Vão dando nós nos fios embaraçados * E não lhes sobram mais do que alguns restos Dos fios que foram sendo desfiados Tal como a palha dos seus velhos cestos. * Maria João Brito de Sousa - 18.07.2020 - 12.13h * Imagem retirada daqui