SONETO DE NATAL, 2013
Soneto de Natal quer-se mais brando, Mais dócil, mais alegre e colorido… Porém, se sinto ser tão sem sentido Calar quanto o meu povo vai lutando, Só sentido me faz juntar-me ao bando Se ao menos me for dado e consentido Este escrevê-lo assim, mais aguerrido, Mais vindo cá do fundo e sem comando. Natal é nascimento, é festa… eu sei! É tempo de ir servindo o bolo-rei, No papel de embrulhar velhas tristezas, Mas, neste, – é singular… - não calarei Que o esmagam, deturpando, a mesma lei Que do Natal se ergueu... e traz certezas! Maria João Brito de Sousa – 18.12.2013 – 16.06h