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EM CONTRA-MÃO

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  EM CONTRA-MÃO   Também amei demais, se é que isso existe... Mas, se isso existe, então amei demais; Amei como quem prova e não resiste, Amei como um mortal ama imortais.   Amei-te na alegria. Amei-te triste. Amei-te sempre em doses desiguais Que fui servindo enquanto as não puniste Com desculpas, nem com condicionais.   Amei-te sempre até que desististe De reparar nuns tantos ideais Que pra ti preparei, mas que nem viste.   Amei-te em silenciosos rituais Duma eloquência que me não pediste, Flagrante, em contra-mão, cega aos sinais.       Maria João Brito de Sousa – 04.07.2018-14.33h     Na sequência da leitura do soneto “Amei Demais”, de Joaquim Pessoa.    

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  EM CONTRA-MÃO   Também amei demais, se é que isso existe... Mas, se isso existe, então amei demais; Amei como quem prova e não resiste, Amei como um mortal ama imortais.   Amei-te na alegria. Amei-te triste. Amei-te sempre em doses desiguais Que fui servindo enquanto as não puniste Com desculpas, nem com condicionais.   Amei-te sempre até que desististe De reparar nuns tantos ideais Que pra ti preparei, mas que nem viste.   Amei-te em silenciosos rituais Duma eloquência que me não pediste, Flagrante, em contra-mão, cega aos sinais.       Maria João Brito de Sousa – 04.07.2018-14.33h     Na sequência da leitura do soneto “Amei Demais”, de Joaquim Pessoa.