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O SEU DIREITO A FALAR - Sonetilho

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Amigo, são simples telas, Todas de um branco lunar, Que vês azuis e amarelas Depois de eu as trabalhar   Se souberes olhar pr`a elas Com olhos de procurar, Verás que todas são selas De um corcel por inventar   São óleos e aguarelas Das ondas deste meu mar Que, tal como as caravelas,   Partiram pr`a conquistar, Contra todas as procelas, O seu direito a falar     Maria João Brito de Sousa – 20.08.2011 – 13.50h  

PORQUE UMAS VEZES SIM E OUTRAS... NÃO!

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    Porque umas vezes “sim” e outras “não”, E, às vezes, nem nós mesmos percebemos Porque razão aquilo que fazemos Parece mesmo ser contradição…   Porque, umas vezes, loucos de paixão… [E bem depressa nós compreendemos Ser mais um erro que então cometemos E voltamos a nós e à razão…]   Porque, outras vezes, frios e racionais, Passamos, num instante, ao desatino E não sabemos mais o que fazer,   Nós, meros e comuns anjos mortais, Acreditando, enfim, no tal destino E deixando outro acaso acontecer…         Imagem - "Mulher em Molho de Luar"   Maria joão Brito de Sousa  

PÃ E A GRAVIDADE DA MAÇÃ VERDE

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    Revejo-te nos olhos de ninguém. Das saudades, se existem, nem memória… Terás, decerto, criado outra história E eu, sozinha em mim, vivo-a também.   Sobrevivi à morte e fui além. Passados uns anitos de vã glória Por cômputo final, tenho a vitória E a certeza de, agora, ser alguém.   Eu meço a vida noutros decibéis! Sou a cópia de Pã com sua flauta Numa floresta-mãe por inventar.   Desvendo os meus mistérios em papéis, Dispenso os improvisos de outra pauta, E vivo do que só eu sei criar…