ASSIM QUE ME (IN)CONCLUO
Num segundo construo e desconstruo, noutro, revejo a coisa construída à custa de um suor que já nem suo, de mim, se por mim mesma fui seguida. Às tantas... quem sou eu, se apenas fluo? O que resta de mim se diluída nas palavras que penso, exalto, intuo, sou mais de ideias feita que de vida? Cobre-me o corpo inteiro a voz que estuo e é esta mesma voz, de que usufruo, que urge a tentar colar-me, se partida, Que, caco a caco, vem manter-me unida, que me chama criança quando amuo e me renova, assim que me (in)concluo. Maria João Brito de Sousa – 10.04.2018 – 15.30h