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A mostrar mensagens de setembro, 2022

MODINHA DOS VENDILHÕES

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Gosta de modinhas em quadra popular? É por  aqui   se faz favor.

ALMA DE MONTANHA e ALMA DE MAR - Coroa de Sonetos

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ALMA DE MONTANHA E ALMA DE MAR * Coroa de Sonetos * 1. * Vivo na montanha, no interior Vejo o sol nascente ao vir a madrugada Acordo contigo, em teus braços, amada, Sentindo na alma o teu fogo e calor * Se o mar lá ao longe se espraia maior Olhando do alto, a vista espalhada, A partir daqui, é bem mais encantada Expande-se a alma, perdida de amor * A brisa marinha ao beijar a montanha Fica mais amena e com graça tamanha Que as ondas sossegam e batem com calma * Na serra verdejam a urze e a carqueja Vislumbra-se ao longe o mar que a beija Assim rodeada é daqui a minha alma * Custódio Montes 27.9.2022 *** 2. * "Assim rodeada, é daqui a minha alma" Que pra ver a sua escala uma ravina E de lá lhe acena como se menina Porquanto às meninas ninguém leva a palma... * Voejam gaivotas nessa tarde calma Sobre as ondas mansas de um mar que se anima Na eterna constância da sua rotina... Na praia deserta não se vê vivalma * Só essa menina que procura ainda Vislumbrar ao longe com paciência...

UM PRESENTE DE OUTONO QUE NUNCA ESQUECEREI

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O som dos meus passos sobre as folhas secas lembra-me que estou a caminhar sobre o Outono como se fosse a primeira vez. E nada me alegra tanto  como encontrar-vos de novo.  

ALMA DE MAR - Reedição

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ALMA DE MAR * Eu quero esta minh`alma como o mar, Profunda, imensa, líquida, abissal, Mas nunca tão salgada porque o sal É muito mais pesado do que o ar... *   Quero a alma que anseio vislumbrar De uma leveza extrema e tão total Que viaje no espaço sideral Como se fosse um raio de luar *   Quero ver a minh`alma feita em espuma, Como as ondas do mar a dar na areia! Eu, náufraga-perfeita de quem sou, *   Quero a minh`alma esparsa como bruma, Abstracta, intraduzível como ideia Que no mar quis perder-se e se encontrou. *     Maria João Brito de Sousa 22.02.08 - 12.00h *** In Poeta Porque Deus Quer Autores Editora, 2009 ***

CORRE, CORRE, CORAÇÃO!

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CORRE, CORRE, CORAÇÃO! *   Corre, corre, cordato coração, Conserva a calma, conserva a candura, Cumpre, a compasso, exacta a curvatura, Concebe um claustro a cada contracção * Concede, concordante, a compulsão, Cede, casto, aos compostos da cordura Como se eu concorresse em canto à cura E conduzisse, a cura, à conclusão. * Cordial coração, como és constante Na corrida que cumpres consoante A cor que te completa. E, corajoso, * Continuas correndo concordante Comigo... Ou clamarás (a)char chocante Cada canção que eu cale, ó caprichoso!? * Mª João Brito de Sousa 26.09.2022 - 13.15h ***      

CATIVANTE

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Saiba o que tanto me  cativa.

"MUITO FAZ QUEM TEM VONTADE"

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Saiba  quanto faz quem tem vontade.

RECLUSÃO - Convite

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Porque o dia do evento se aproxima a passos largos, renovo o meu convite para o lançamento da obra RECLUSÃO. Será um prazer poder abraçar-vos!  

À AMIZADE EM TEMPOS DE LOUCURA - Reedição

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À AMIZADE EM TEMPOS DE LOUCURA *   Eu não comungo, não, dessa vontade (há nervos de papel no meu sentir...) E não sei que remédio ou que elixir Possa vir a curar-te essa ansiedade, * Mas nasce-me uma ponta de saudade Dos tempos do café, desse ir e vir Que urdia a nossa forma de existir Pr`além além da costumeira intimidade * Das cartas que jogámos, altas horas, Das confissões totais, que nunca temo, Dos psicoterapeutas, da ternura, * Das noites acordadas, das demoras, Desse sentir-demais levado ao extremo Duma amizade em tempos de loucura. *   Maria João Brito de Sousa Outubro, 2009 * (Soneto espístolográfico em decassílabo heróico) * Tela de F. Botero

SUCESSO

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Sucesso? Sei que não é fácil, mas eu vou-o  desejando.

PARA QUEM O ESCREVI?

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PARA QUEM O ESCREVI? * Para quem o escrevi, nem eu o sei, Que esta minha memória é selectiva E só se lembra dos que em mim guardei Quando, acaso, de alguém fiquei cativa * Dentre o mais, esqueceria até a lei Que nem sempre é cumprida porque, esquiva, Tende a surgir quando eu a não chamei E usa a mesma táctica evasiva... * Fiquemos por aqui no que respeita Ao que memória aceita, ao que rejeita E ao que guarda ou descarta por sistema, * Que não só da memória será fruto Este cantante e harmónico produto A que se dá o nome de poema. * Mª João Brito de Sousa 19.09.2022 - 09.30h ***   Soneto prometido à Sandra do https://cronicassilabasasolta.blogs.sapo.pt/

TENHO SONO

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TENHO SONO * Gostava tanto de ter Um pouco, um nada que fosse, Do teu imenso saber, Dessa ironia agridoce... * Fico sentada a tecer Uns fios que o vento me trouxe Com nós que irei desfazer Mal um poema se esboce * E enquanto lembro o que lembro Vai-se passando um Setembro Que traz consigo outro Outono... * Ó fios que enrolo nos dedos, Cuidai vós dos meus enredos Que eu vou dormir. Tenho sono. *   Mª João Brito de Sousa 17.09.2022 - 23.00h * Ao meu avô poeta, António de Sousa. ***    

"EU GOSTAVA DE IR À LUA"

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Saiba  porquê e para quê.

TODOS OS DIAS

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Faz dois anos que partiste, Clara. Encontrei outra fotografia tua sentada não sei onde, tirada não sei por quem num qualquer dia de um qualquer mês do ano de 1985. Se pudesses - e quisesses... - ouvir-me, rir-te-ias e provavelmente não acreditarias que todos os dias penso em ti. E, no entanto, penso em ti. Todos os dias.

POEMA

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Como me nasce um poema? Saiba  aqui.

A LUA DE MEL DE UM GAFANHOTO

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A LUA DE MEL DE UM GAFANHOTO * (Em dois sonetos decassilábicos) * I * Era uma vez um jovem gafanhoto, Órfão de pai e mãe, um sem abrigo Que passeava o seu fatinho roto Pelas matas, em busca de um amigo * E que avistou, num arbusto remoto, Um vulto apetitoso como um figo Que o fez sentir o impulso ainda ignoto De um "algo" que era imensamente antigo... * Em três ou quatro saltos, alcançou O vulto grácil que o enfeitiçou E pôde ver de perto a... gafanhota * Que, ao vê-lo, não ligou, nem se mexeu, Enquanto ao pobre o coração bateu Bem mais que por figuinho capa rota! * II * Por fim dignou-se olhá-lo, a desejada, E o gafanhoto tímido avançou, Estridulando em redor da sua amada, Até que a "dita cuja" o aceitou * E estando a cerimónia concertada, Logo a Lua de Mel se celebrou... Mais não direi, que não fui convidada E intrometida, juro que o não sou! * Sei, no entanto, que foram felizes, Que tiveram centenas de petizes E que talvez um dia os volte a ver * A saltitar nas f...

"ESTE É O MÊS DA VINDIMA"

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Por  aqui  se faz favor.

SIMBIOSE

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SIMBIOSE * Perdeu o voo, o meu amigo alado, Perdeu autonomia e perdeu vida Este Columbia livia de asa ferida Que acabo de tomar a meu cuidado. * Talvez volte a voar, talvez magoado Perdesse a tal vontade desmedida Que nos confere impulso de partida Sempre que o céu se torna desejado... * Perdido o vôo, perde a ousadia, Perde tudo o que tinha de mais belo, Talvez nem queira já viver sequer, * Mas eu sou doutorada em teimosia, Desdobro-me em cuidados, trato, velo, Já nem sei se sou pomba ou sou mulher! * Maria João Brito de Sousa   in Poeta Porque Deus Quer Autores Editora, 2009 ***  

RECLUSÃO

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No próximo dia 24, estão todos convidados!  Na qualidade de co-autora da obra RECLUSÃO, terei muito gosto em abraçar-vos pessoalmente

"ESSE DUBIUM" - Reedição

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"ESSE DUBIUM" *   Das palavras fazemos caravelas, Navegamos no espaço das ideias, Somos o germinar de panaceias, Pedras filosofais, chamas de velas * Cruzamo-nos em vidas paralelas, Inventamos, no mar, mito e sereias, Acendemos o sol noutras candeias, Pintamos de outra cor as nossas telas * Mas se somos os donos do futuro, Se abrimos a janela ao amanhã E se nada nos trava, nem nos prende, * Por que razão será qu`inda procuro Medir os prós e contras da maçã Que a mesmíssima cobra hoje me estende? * Maria João Brito de Sousa 27.02.08 - 16.00h *** Pormenor do tecto da Capela Sistina - Michelangelo * "Esse Dubium" - Dúvida existencial

SABE LÁ... Reedição

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 SABE LÁ... - Reedição *   Não sabe se é soneto o que escreveu... Não sabe nem se importa. Está cansada. Corre o tempo ao contrário pela estrada Do rasto que deixou e julgou seu *    Não sabe se é soneto ou se não é Nem sabe o que é que os outros vão dizendo, Mas não sabendo nada, vai podendo Naufragar nos seus versos. E tem fé. *   Vai-se lembrando ainda, vagamente, De tudo o que quis dar a toda a gente, De quanto ninguém nunca lhe pediu... *    Vai-se lembrando enquanto se não esquece Do que traz pra dizer, do que inda tece: Pode lá conceber que já partiu! *   Mª João Brito de Sousa 12.01.2009 ***   Imagem - Fotografia da minha avó paterna, 1918