ABRAM ALAS!
ABRAM ALAS! * "De gestos sem graça ou de traços grosseiros" Não quero, garanto, ser perpetradora E tão pouco quero versos embusteiros Que apenas galopem à força de espora * Desdenho os encómios que são traiçoeiros, Qual gato escondido c`o rabo de fora Mas cultivo os cactos, embora em canteiros, Que comigo trouxe das matas de outrora... * Se glórias não quero prás C´roas que teço, É certo que gosto que as leiam, confesso, Embora sozinha nem tente engendrá-las * Mas se acaso entendo virar do avesso Poema que eu queira findar no começo, Ao génio da Musa recorro: Abram alas! * Mª João Brito de Sousa 30.06.2022 - 13.00h *** Poema concebido a partir do último verso do soneto NÃO QUERO, de MEA (Maria Encarnação Alexandre)