MEMÓRIAS DE UMA FLOR À BEIRA MAR
Floriram meus amores em plaga incerta Quando um botão de cravo, a despontar, Irrompeu pelas dunas de luar Do dealbar da minha descoberta Eu debruçada e já janela aberta Sobre aquilo que estava por chegar, Relembro, dessa praia, o mesmo mar Que me induzira em tão premente alerta Pois, no desabrochar de cada flor, Há um tempo de riso e outro de dor, Um para receber, outro pr`a dar; Um tempo só de pétalas e cor E outro de recordar um velho amor A que nem mesmo a flor soube escapar. Maria João Brito de Sousa – 29.07.2011 – 16.24h