FRUTO DE UM MAR PROIBIDO - Reedição
FRUTO DE UM MAR PROIBIDO * Quis lembrar-me do mar que trazias A pender-te da ponta dos dedos, Prometendo, acenando aos mil dias Que eu roubava à avareza dos medos * E colhi, desse mar que escondias No remoto pomar dos segredos, O mel doce que em fruto of`recias Dentre mil, extemporâneos, azedos… * Houve um tempo redondo e magoado Em que o fruto minguava escondido, Definhando de tão resguardado * Na redoma do que é proibido E se eu nunca o tivesse encontrado, Talvez nunca o tivesse perdido. * Maria João Brito de Sousa 23.10.2011 – 15.00h *** (Em verso eneassilábico)