SONETO TARDIO II
SONETO TARDIO II * Tivesse eu garra(s) como tinha dantes, Criasse eu asas com que me elevasse E, ganhasse a miséria que ganhasse, Voltaria a ser rica por instantes * Pois, inda que chovessem diamantes, Disso desdenharia. Se eu voasse Com asas que de novo conquistasse A sonhos cada dia mais distantes, * Não mais este penar me esmagaria E a suspeição de em tudo vos pesar Com certeza de mim se afastaria * Para, num golpe de asa, dar lugar À alegria de ser como seria, Tão só me soubesse eu redesenhar. * Maria João Brito de Sousa – 29.05.2019 – 20.17h