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A mostrar mensagens de dezembro, 2018

ADEUS, 2018!

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Despeça-se  aqui, se faz favor.

UM BRINDE AO ANO QUE ESTÁ QUASE A CHEGAR

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Brinde  aqui, se faz favor

BALANÇO PESSOAL - 2018

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BALANÇO PESSOAL – 2018 * Imoderadamente louca sou Neste instante em que escrevo por escrever A ideia, a memória, o que vier Das lavras que este anseio em mim plantou. * Depois, paro e descubro o que ficou, Dentre o que não ficou por se dizer Do tanto que esse anseio pede e quer, Mas já este soneto se acabou... * Assim passaram dias, meses, anos, Auscultando o porvir sem fazer planos, Apenas dando vida à poesia, * Tentando não causar-lhe grandes danos, Apesar dos limites muito humanos Que sempre assumi ter quando escrevia. * Maria João Brito de Sousa – 29.12.2018 -10.58h

DA CONTEMPORANEIDADE DO SONETO

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DA CONTEMPORANEIDADE DO SONETO * Expande-se a poesia e congemina, Para além de conceitos desgastados, Conceitos livres, novos, enquadrados Numa visão mais ampla e genuína * Que não quer dominar, nem se domina, Se exige que fiquemos acordados Perante os muito dúbios resultados De quem pensa ensinar mas pouco ensina. * Abre, o soneto, portas e portões, Insinua-se e explode em reflexões Pr`além do descritivo e narrativo, * Ousando as suas próprias deduções, Indo além da aparência, entre ilusões, Num gesto sempre humano e criativo. * Maria João Brito de Sousa – 28.12.2018 – 11.50h       Imagem meramente ilustrativa, retirada  daqui

FRUTOS DE POMAR

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FRUTOS DE POMAR * Reparte-se a laranja. Gomo a gomo, Vai-se distribuindo a polpa doce... Quem do fruto não goste, que não troce; Depressa se lhe of`rece um novo pomo * Talvez uma maçã que colho e como, Tal qual essa maçã nada mais fosse, Que uma segunda opção que toma posse E que, à primeira, num segundo somo. * Há frutos de sobejo no pomar De todos os que os saibam partilhar E dessa oferta nunca me envergonho. * Maçãs, laranjas, peras, tangerinas, Uvas, melões, romãs e mandarinas, Sempre a brotar de quem desenha um sonho. * Maria João Brito de Sousa – 26.12.2016 – 12.48h * À Olívia. A todos os Desenhadores de Sonhos.   Imagem colhida  daqui  

FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO

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FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO *   Feliz Natal seja para quem for, Conquanto haja trabalho e tecto e pão, Que sempre a nossa humana condição Pediu trabalho e pão, pr`além de amor *   E, já agora, que não haja dor No corpo em que nos pulsa o coração, Nem medo que nos tolha, nem nevão Que nos prive de um pouco de calor. *   Sejam felizes, que, apesar de tudo, O mundo ainda gira e não está mudo, Por muito que confuso ande este povo *   E por mais que de forma desigual Se distribuam pão e capital, Feliz Natal e Próspero Ano Novo!   *   Maria João Brito de Sousa – 22.12.2018 – 17.16h *     Maria João Brito de Sousa – 22.12.2018 – 17.16h

"IC ET NUNC"

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“IC ET NUNC” (Aqui e Agora) * “Ic et nunc” irão nascendo crias Que o futuro está sempre por nascer, E nunca parará de acontecer Enquanto for Natal todos os dias. * “Ic et nunc” soarão, nas melodias, Novas razões para as desconhecer, Se não houver quem possa conceber A razão pra visões bem mais tardias. * “Ic et nunc” tudo flui constantemente Num ritmo encadeado e natural, Nunca culpado, jamais inocente, * De ter-nos feito bem, ou feito mal; “Ic et nunc” este instante é o presente E todo o que nasceu teve um Natal. *     Maria João Brito de Sousa – 21.12.2018 -14.17h       Imagem retirada  daqui

VENTO EXPRESSIONISTA

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VENTO EXPRESSIONISTA * O vento, que soprava em rabanadas, Passou por mim, prendeu-me nos seus braços E deixou-me suspensa nos espaços, Sem chão, nem asas, ou de asas cortadas. * É louco o vento! Loucas as nortadas Que me deixam assim, feita em pedaços, De sopro em sopro e dispersada em traços Como se fosse a soma de alguns nadas... * Desfez-me toda, o vento, e no entanto, Se o seu sopro se acalma e se detém, Volto a ficar inteira, por encanto. * Cada traço disperso volta sem Errar caminho e recontrói-se o tanto Que eu sou, que traço a traço me contém. * Maria João Brito de Sousa – 20.12.2018 – 15.59h     Desenho de JULIO retirado  daqui

VAI DIZER AOS AMIGOS QUE NÃO PARTO!

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VAI DIZER AOS AMIGOS QUE NÃO PARTO! * Vai dizer aos amigos que não parto! Não parto enquanto o céu relampejar E as nuvens não pararem de ensombrar Este meu velho, amado e escuro quarto. * Hoje não parto, não, que não me farto De ler, nem de escrever e procurar A verdade que houver no que encontrar E até no que desdenho e que descarto. * Qualquer dia, talvez... eu sei lá quando! Por enquanto, esta febre de estar viva Vai-se-me acrescentando em fogo brando * E é-me cada vez mais apelativa; Vai! Diz-lhes que fiquei! Fui mergulhando Mas, de momento, estou do cais cativa. * Maria João Brito de Sousa – 19.12.2018 – 12.53h   Fonte da imagem

COM O APLAUSO DOS CEGOS E CONFUSOS

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COM O APLAUSO DOS CEGOS E CONFUSOS * Eu pouco ou nada entendo de alquimia E não busco um Graal que de ouro seja; Busco a verdade, ainda que ela esteja Escondida por detrás da assimetria, * E indistinguível, que a polissemia Já tratou de evitar que alguém a veja... A essa, busco-a sempre e não fraqueja A esperança de encontrá-la um qualquer dia. * Terceira Grande Guerra – A dos conceitos; “Alea jacta est”! E, sorridentes, Os fascistas, expondo os seus defeitos, * Usurpam a palavra aos resistentes E, sem saber-se como, são eleitos Por quem vão dizimando; os inocentes. * Maria João Brito de Sousa – 18.12.2018 – 13.35h     Imagem retirada  daqui

GODIVA

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GODIVA * Subiu prá montada, sem estribo, nem sela, Que o cavalo e ela não vestiam nada E estando gelada, cobriu-se a donzela C`o cabelo dela, ficando tapada. * Lá vai desnudada, ela que, de bela, Mais parece estrela cumprindo, calada, Nua e despojada, promessa singela Ao esposo que, a ela, a quis ver testada. * Reza a velha lenda que essa nobre altiva, Achando excessiva pra seu povo, a renda, Prometeu, de prenda, mostrar-se passiva; * Das vestes se priva, segundo encomenda, Pra que outrem suspenda tal taxa abusiva... A essa contenda, venceu-a Godiva! * Maria João Brito de Sousa – 17.12.2018 – 19.02h

FINALMENTE UM SONETO DE NATAL!

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FINALMENTE UM SONETO DE NATAL! (2018) Finalmente um soneto de Natal Escrito segundo as normas, bem festivo, Embrulhado em papel vermelho-vivo, Vistoso, espampanante, ornamental, * Ou na sua vertente social, Citando o pobre enquanto indicativo De altíssima virtude, se cativo Dos maus tratos do grande capital. * Finalmente um Natal do qual se espera Uma festa, um renovo, a Primavera Da paz no mundo que o homem quiser! * Porém, que pode um homem quando só Conseguir suscitar-vos pena e dó Depois de dar-vos mais que o que trouxer? * Maria João Brito de Sousa – 16.12.2018 - 11.29h   Imagem retirada  daqui

JANELA DO TEMPO

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HOMENAGEM A TODOS OS ANOS QUE ESTÃO POR VIR JANELA DO TEMPO * No próximo Ano Novo... serei velha, Embora novo o ano e novo o mundo Que, longe dos meus tempos do Dafundo, Continua a passar. Zumbe uma abelha * Num vôo intemporal. Uma pardelha Perdida do cardume, vai ao fundo, E a vida inteira passa num segundo Resumindo um fogacho, uma centelha... * No primeiro Ano Novo a que eu não chegue Porque a vida mo negue e me renegue, A Vida continua e, não sei como, * Um pouco do que sou terá ficado; Cada futuro é fruto de um passado Na janela do tempo a que hoje assomo! * Maria João Brito de Sousa – 15.12.2018 – 11.15h Inspirado no soneto “O Meu Natal”, de Liliana Josué e, através dela, no poema “Ladainha dos Póstumos Natais”, de David Mourão Ferreira.

PRECOCE & SERÔDIA

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PRECOCE & SERÔDIA * (Soneto Alexandrino) * Em fogo que nem esquenta, em chama que mal arde, Chegou-me a paixão tarde, acima dos cinquenta; Tentei, pois sempre tenta alguém que ansioso aguarde E, não sendo cobarde, entenda que se aguenta. * Foi-me essa espera lenta, austera e sem alarde, Que embora me não farde, ainda estou sedenta E emborco, nos sessenta, o mar, numa só tarde; Não sei se mais enfarde, ou se algo em mim rebenta... * Sessenta e seis, já fiz, e disso faço prova Porque, quando era nova em flor, caule e raiz, Tentando ser feliz, levei tão grande sova *) * Que hoje prefiro a cova àquilo que ontem quis! Vivo - mas por um triz... - sem mal que me demova E ao que hoje me reprova... empino-lhe o nariz! *     Maria João Brito de Sousa – 14.12.2018 – 11.38h * *) Sova metafórica, forte abanão infligido pelas circunstâncias da vida   Imagem retirada  daqui

AS ETERNAS "GRALHAS"

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Por aqui, se  faz favor.

DESENHANDO SONHOS

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DESENHANDO SONHOS *     Rir por tudo e por nada. Andar descalço. Trepar à nespereira do quintal Sem hesitar, nem dar um passo em falso. Colorir muros brancos como cal, *   Olhar o Sol, correr no seu encalço, Nadar no mar que nos fornece o sal, Exp`rimentar a ventura e, sem percalço, Saber que se fez bem, sem fazer mal... *   Privilégios de infância, bem o sei, Que às vezes ser menino é ser-se rei E engendrador de anseios desmedidos *   Que a nós, crescidos, se nos vão escapando Se os não concretizarmos Desenhando  Sonhos que nunca perdem seus sentidos . *   Maria João Brito de Sousa – 11.12.2018 – 15.23h     À Associação DESENHANDO SONHOS - Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos das Freguesias de Oeiras e S. Julião da Barra -, da qual fui convidada a tornar-me membro no passado dia nove do corrente mês de Dezembro.   Imagem retirada  daqui

OH, TANNENBAUM, OH, TANNENBAUM...

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OH, TANNENBAUM, OH, TANNENBAUM *... *   Tenho o Natal à porta e “desmusada”, Não posso recebê-lo dignamente... Tenho, contudo, a árvore montada E espaço para mais do que um presente *   Na meia muito velha e remendada Que pendurei num ramo reluzente Da árvore que aguarda recatada, Brilhando e cintilando humildemente. *   Quão mais me esforço para a ver brilhante, Mais ela se me apaga, relutante Em tornar-se visível, chamativa... *   Não brilha por brilhar, mas porque quer Explicar que emite um brilho de aluguer, Que apenas finge ser matéria viva... *   Maria João Brito de Sousa – 10.12.2018 – 11.40h   *Tannenbaum – Árvore de Natal   Imagem retirada  daqui  

CRIATIVIDADE CULINÁRIA - Um Divino Pitéu

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CRIATIVIDADE CULINÁRIA “UM DIVINO PITÉU” (Soneto Alexandrino) *   Da posta de corvina em cama de chalota, Ao “risotto” de pota em cima de erva fina Com flor de tangerina ao molho de ricota Que, fazendo batota, enchi de margarina, *   Criei, fiquei devota e fui seguindo a sina Daquilo que combina, ainda que a bolota Assada em terracota, afiance a proteína E nos mate a famina, evitando esta nota. *     A Chef irei chegar, pois criativa sou! Mas se alguém não gostou deste épico manjar, Delego o meu lugar noutro qualquer “pivot”! *     Confesso que “bispou”, mas convido a provar, Pois pode o paladar mostrar que me enganou E o pitéu dar um “show” de dimensão estelar! *     Maria João Brito de Sousa – 07.12.2018 – 11.02h *   (Porque também eu gosto de brincar, de quando em quando... ) ;)     Imagem retirada  daqui

QUE FUTURO PARA AQUELES QUE NEM PRESENTE TÊM?

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QUE FUTURO PARA AQUELES QUE NEM SEQUER PRESENTE TÊM?   (Em verso alexandrino) *   E sonha-se um futuro enquanto, no presente, Morre de fome a gente à míngua de um pão duro Mesmo que parco e escuro, inda que faça frente Ao gesto prepotente erguendo, de aço, um muro. *   Fascino-me – é seguro! - , almejo ardentemente Subir essa vertente, abri-la furo a furo, Que, segundo afiguro, augura um repto urgente À nossa humana mente em cérebro imaturo. *   Concentro-me não raro, agora pra pensar Qual será o lugar do explorado... aqui paro Assim que vejo claro o verbo aniquilar. *   Vou-me posicionar segundo o meu reparo Porquanto de bom faro, agora é não parar E havendo que lutar, luto por quem me é caro. *     Maria João Brito de Sousa – 05.12.2018 – 17.15h       Imagem retirada daqui

O PRESENTE - Em verso alexandrino

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PRESENTE   (Alexandrino) *   Confesso que tentei abrir os cadeados De alguns portões fechados com que me deparei E fiz tudo o que sei para os ver escancarados, Tomando tais cuidados que quase os franqueei, *   Mas logo que apurei segredos lá guardados, Soube-os tão bem vedados que de pronto os fechei; Se agora o confessei, não temo os meus pecados Ante os portões cerrados que apenas vislumbrei. *   Optei por ser prudente, mantendo o seu segredo; Ali nascia o medo ao lado da semente, Ali era a nascente, mas era ainda cedo... *   Talvez num novo enredo alguém o faça ou tente Bem mais conscientemente do que no gesto ledo Com que eu agora acedo aos versos do presente. *     Maria João Brito de Sousa – 04.12.2018 – 14.40h     Imagem retirada  daqui

DO BELO ABSOLUTO

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DO BELO ABSOLUTO * Viverá nas franjas da espuma das ondas Comendo redondas e doces laranjas; Daquilo que esbanjas formará, em rondas, Espelhos de giocondas, sargaços e granjas. * Do que mal abranjas, urdir-te-á mondas De aromas que sondas, dos quais fará canjas, Consolos que arranjas depois das tais rondas Que fazes se zombas, mas não te constranjas * Porque não existe, é mero produto De um ramo sem fruto. Se pensas que o viste, Se a visão persiste e se torna reduto, * Mas perde estatuto, não fiques tão triste Que ainda te assiste direito ao seu luto; Do belo absoluto, contudo, desiste. * Maria João Brito de Sousa – 04.12.2018 – 10.10h   Imagem - Vénus de Willendorf (Wikipédia)