SÓ PARA NÃO DEIXAR QUE AS RIMAS GANHEM PÓ...
(Soneto em decassílabo heróico) Se assim escrevo, será por não saber Viver de outra maneira e ser quem sou Ou dar de forma estranha à que me dou E ser de alheia forma ao que sei ser E se isto, amigos meus, não for escrever, Não saberá escrever quem me ensinou, Nem saberei dizer quem me enganou Quando tanto deixou por aprender, Mas se triste me sinto ou triste estou, Já vos não sei dizer quem me afastou Desta força de, sendo, me dizer, Nem se, acaso, houve alguém que se lembrou De lembrar-me de quanto me negou E, depois, se esqueceu de me esquecer. MariaJoão Brito de Sousa – 22.10.2014 – 16.44h