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EVENTO AVL - O MEU PATRONO VISTO POR MIM

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  Patrono: Manuel Maria Barbosa du Bocage Académica: Maria João Brito de Sousa Cadeira:06   BOCAGE (Soneto em decassílabo heróico e rima encadeada) Manuel Maria foi vate erudito Que fez, do verso escrito, o seu combate, Ousando algum dislate, usando o grito Que de si fez proscrito, embora vate... Sonetos de quilate eu lhe credito Num breve plebiscito em que arrebate E abarque o que o meu vate deixou escrito; Seu estro, esse infinito, e seu remate! Barbosa du Bocage, o dos sonetos, Homem de mil trajectos, que reage Improvisando, o que age sem projectos E que em versos directos, tece ultrage Aos "nobres" - "quel dommage!"*- mais infectos, Mas nunca aos seus dilectos: - Eis Bocage! Maria João Brito de Sousa -07.07.2016 - 14.00h * "Quel dommage!" - Que pena!, em francês.      

LIBERDADE - Bocage e eu - AVL

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    LIBERDADE Liberdade, onde estás? Quem te demora? Quem faz que o teu influxo em nós não caia? Porque (triste de mim!) porque não raia Já na esfera de Lísia a tua aurora?   Da santa redenção é vinda a hora A esta parte do mundo que desmaia. Oh! Venha... Oh! Venha, e trêmulo descaia Despotismo feroz, que nos devora! Eia! Acode ao mortal, que, frio e mudo, Oculta o pátrio amor, torce a vontade, E em fingir, por temor, empenha estudo. Movam nossos grilhões tua piedade; Nosso númen tu és, e glória, e tudo, Mãe do gênio e prazer, ó Liberdade! Manuel Maria Barbosa du Bocage LIBERDADE II "Liberdade, onde estás? Quem te demora?" Quem te prende e te afrouxa, dominada, Quando nua nasceste e desnudada Te ergueste em toda a fauna, em toda a flora? "Da santa redenção, é vinda a hora" Pois basta de evocar-te e não ter nada, E ver-te assim, rendida, envergonhada, Ou morta, assassinada... igual nos fora! "Eia! Acode ao mortal que, frio e mudo," Cedendo à frustração, per...